Me lembro como se fosse ontem, aquele ano, onde "tudo" começou.
Onde tal vez, meu coração começou a bater e a sofrer...
Não obstante, a amar pela primeira vez.
Éramos jovens, ávidos, cheios de energia para dar.
O dia era sereno, quente, aberto. Jogos nos rodeavam.
Um olhar repentino e ingênuo foi percebido. Linda!
Não sabia o que era, apenas sabia que era!
O que lucido hoje, parece que já transbordava naquela época.
Adentrei-me no labirinto de sua vida,
Onde só o loiro dos seus cabelos me guiavam.
O que me finda hoje é parte do que comecei neste conto real: o escondido.
Queria me adentrar mais ainda em seu labirinto.
Me adentrei.
E quando me perdi, me achei e me perdi novamente,
Mas soube que ali, achei o que sou hoje.
Eu.
...histórias que nos definem.. personagens de fábulas cotidianas.. apenas desabafos para não transbordar e se afogar nas palavras!
03 janeiro 2013
O Corvo da mão e do vento.
O Corvo ficou te esperando
Ele queria um abraço seu.
Por mais isolado que ele possa parecer,
O coração dele sonha todo dia por alguém que lhe dê migalhas de pão,
Mas que também lhe dê um afago com a mão.
O Corvo sabe voar.
Na solitude da vida, ele só voou para dentro de si.
E a cada piscada de olho ele se via voando,
Mas não sentia o vento.
O Corvo inventou o canto e sorriu.
Ele queria mostrar que podia merecer as migalhas de mão.
O Corvo chorou de cantar, cantou.
Cantou mais alto do que sua moela aguentava.
Ouviram-lhe.
O Corvo olhou e foi olhado.
E com A mão, o Corvo ventou.
Ele queria um abraço seu.
Por mais isolado que ele possa parecer,
O coração dele sonha todo dia por alguém que lhe dê migalhas de pão,
Mas que também lhe dê um afago com a mão.
O Corvo sabe voar.
Na solitude da vida, ele só voou para dentro de si.
E a cada piscada de olho ele se via voando,
Mas não sentia o vento.
O Corvo inventou o canto e sorriu.
Ele queria mostrar que podia merecer as migalhas de mão.
O Corvo chorou de cantar, cantou.
Cantou mais alto do que sua moela aguentava.
Ouviram-lhe.
O Corvo olhou e foi olhado.
E com A mão, o Corvo ventou.
Presente do futuro.
Chega o dia que perdemos o tato,
Perdemos a capacidade de sentir.
Não queremos que isso aconteça,
Sofremos, lutamos, perecemos.
Poucos percebem que o tato é reconstituível.
Existe o depois, existe o amanhã.
Depende de você que ele seja melhor que o ontem.
Façamos por onde, batalhemos o que queremos.
Amaremos mais, sorriremos mais e maior.
A dor nem sempre é opcional, mas ela é amparável.
Esteja ao lado de quem sabe das suas dores,
Mas que também saiba fazer elas diminuírem.
Tateie seu coração com amor.
Perdemos a capacidade de sentir.
Não queremos que isso aconteça,
Sofremos, lutamos, perecemos.
Poucos percebem que o tato é reconstituível.
Existe o depois, existe o amanhã.
Depende de você que ele seja melhor que o ontem.
Façamos por onde, batalhemos o que queremos.
Amaremos mais, sorriremos mais e maior.
A dor nem sempre é opcional, mas ela é amparável.
Esteja ao lado de quem sabe das suas dores,
Mas que também saiba fazer elas diminuírem.
Tateie seu coração com amor.
Sorrir dói.
Do gelo veio a aurora, veio o sol.
Nos montes claros observou-se
O raio mais fino que o traço de penugem da mais bela arara azul.
O mundo se fez mundo.
No mundo nascemos.
E em pouco tempo o desfizemos.
Sorrir por sorrir é mais difícil que chorar por chorar.
Choramos para trazer sorrisos de forma fácil.
A falsidade existe por que sorrir por sorrir, cansa;
E nem sempre é autêntico.
Somos frutos da árvore das araras.
Tiramos o fruto das árvores
E tiramos a liberdade delas.
E no fim, tentamos cuidar para reparar o erro;
E sorrir.
Nos montes claros observou-se
O raio mais fino que o traço de penugem da mais bela arara azul.
O mundo se fez mundo.
No mundo nascemos.
E em pouco tempo o desfizemos.
Sorrir por sorrir é mais difícil que chorar por chorar.
Choramos para trazer sorrisos de forma fácil.
A falsidade existe por que sorrir por sorrir, cansa;
E nem sempre é autêntico.
Somos frutos da árvore das araras.
Tiramos o fruto das árvores
E tiramos a liberdade delas.
E no fim, tentamos cuidar para reparar o erro;
E sorrir.
Orvalho Nublado.
Doce Orvalho que pulveriza minha tarde com seu canto.
Traz à mim o encanto que me alegras nas manhãs de domingo.
Sou paciente, até demais.
Sou o que não valho a pena ser amado.
Mereço só o que há de doce em você.
Quero só o que não irá me afastar,
Mas ao mesmo tempo o que irá me esconder.
Colocas essa nuvem em mim
E me faça existir apenas pela chuva que cai,
Pela sombra que protege.
Oh Doce Orvalho, me ensine a existir sem machucar.

Traz à mim o encanto que me alegras nas manhãs de domingo.
Sou paciente, até demais.
Sou o que não valho a pena ser amado.
Mereço só o que há de doce em você.
Quero só o que não irá me afastar,
Mas ao mesmo tempo o que irá me esconder.
Colocas essa nuvem em mim
E me faça existir apenas pela chuva que cai,
Pela sombra que protege.
Oh Doce Orvalho, me ensine a existir sem machucar.

09 dezembro 2012
Amor de estante; Amor distante.
Parafernálias na estante compõem as conquistas do puro
semblante das aventuras de uma mente que transborda o prazer de viver com amor.
Ah, o amor! Sentimento vibrante que enlouquece os mais sãos
desejos humanos.
Vós, nós, eles, turbulentas sensações de prazer, e de que o
mundo é pouco para expressar tal vontade calorosa, as vezes simplificadas e
percebidas em apenas um suspiro de distância. Distância? Adjetivo
inimaginável e incalculado, dubitável. Pois nem a dramatização nas colocações
dos seres contemporâneos faz com que, no fundo, deixemos de sonhar com alguém
que nos dê toda aquela atenção que nem mesmo você se daria! Somos amantes
do eu próprio. Amantes da auto-análise. Dizemos que somos pessoas imperfeitas,
e somos. Mas contradizemos isso todo dia, tentando ser melhor do que no dia
anterior. A verdade é, que queremos mais e mais. O ser humano caminha por
estradas e trilhas onde as próprias armadilhas pregam peças em seus construtores.
Ser feliz pra quê se podemos ser mais ricos! "Multimaterialização" do
tangível, do palpável. Amor? Amor é algo que não se pode preencher na carteira!
Meramente dispensável, fútil. Pensar-te-á: "- E a família! Não há amor
pela família?" Respondei-vos. "- Família faz milha. Gasta-se milhas
para ter algum respeito e consideração". Pobre homem terráqueo, veio de
outro mundo para ter que subornar a mãe que lhe deu a vida. Mas ele
provavelmente retrucará: "- Vida? Dessa vida, fiz-me sozinho,
batalhei". Sim valente homem, pena que não lhe restou tempo de comprar as
suas fraldas.
Esse amor que mata, é o amor que constrói. Mata, mas não
morre. Nos deixa mais forte, fortalece a alma. É o amor que lhe dá visão de
olhos fechados no escuro. Não mensure o que sente por quem lhe deu a vida.
Infelizmente somos perecíveis. A pureza transformada em dor, faz o amor
transformar-se em pudor.
Pensar em ti hoje, é pensar que o amanhã pode ser o nascer
de uma nova esperança. De um novo amor.
Atentem-te, as críticas são feitas por palavras. Ao criticar
alguém, você também pode ser criticado. Cria-te carinho que colherás melodias.
Esperançar..
Pudera um dia acontecer, pudera numa noite acontecer.
De fato, precisamos de um tato, precisamos de uma medida. Uma medida para a nossa vida. Não similar, e sim autêntica. Agrada-vos. Apenas. Faça por si o que você faria... para si. As vezes tentamos comparar a nossa força com outrem. Engano nosso, nossa força vem de nós e ela é, e sempre será mais forte do que qualquer outro que tente comparar-te.
Os dias passam, as noites entristecem. Somos feitos da nossa própria angústia. Somos feitos de ar, sem peso, sem medida, sem tato.
Buscar a esperança em um novo lugar é a aventura dos pobres e virtuosos aventureiros.
Nos limitamos a tentar entender o que irá acontecer ou ao que irá nos doer. A dor é inevitável. Sim, ela é.
Quando sorrio, sei que posso dar muito mais que uma bela sensação de paz a quem observa, sei que posso me doar muito mais.
Mas, muitos nãos me impedem. Nãos que eu nem sei. Nãos que eu não tenho certeza se sei ou se apenas pensei.
Outrora adormeci em grama, outrora outro grama me foi tirado. É esse peso que me tiram que me conforta.
Mas é esse peso que me tiram que é o que me completava.
As vezes tentamos doar parte de nós para nos sentirmos melhor e agradar quem mais necessita. Quem mais necessita? Eu, você, outroalguém, outrossim, outronão, ou.. ninguém.
As vezes tentamos doar parte de nós para nos sentirmos melhor e agradar quem mais necessita. Quem mais necessita? Eu, você, outroalguém, outrossim, outronão, ou.. ninguém.
A verdade é que somos eternos carentes por natureza. Pedimos. E mesmo quando não pedimos, nós pedimos. O ser humano perece a cada dia. Em sua prece esquece que ainda cresce, mas mesmo assim ainda pede.
São esses suspiros dos meus dias, das minhas noites, que me fazem acreditar que somos ar puro. Este ardor do meu coração, são flagelos de esperanças. São apenas pensamentos.
De fato, precisamos de um tato, precisamos de uma medida. Uma medida para a nossa vida. Não similar, e sim autêntica. Agrada-vos. Apenas. Faça por si o que você faria... para si. As vezes tentamos comparar a nossa força com outrem. Engano nosso, nossa força vem de nós e ela é, e sempre será mais forte do que qualquer outro que tente comparar-te.
A solidão não é uma escolha, ela é um momento. Mesmo que queiramos ficar sozinhos, teremos alguns poucos bilhões respirando o mesmo ar.
06 julho 2012
De Tudo me faço feliz.
Queria ir para um lugar chamado Tudo!
Onde Tudo me faz bem.
Onde Tudo traga paz e sabedoria.
Nada em Tudo me atrapalha!
Quero que Tudo faça sentido pra mim.
Que me isolar em Tudo, para em Tudo poder pensar e refletir!
Não quero nada em Tudo..
Apenas tudo de mim em Tudo.
Algum dia, Tudo terá sentido para mais pessoas!
É só querer, que Tudo vem à você!
Tudo passa, mas Tudo fica..
O ar que nos faz viver!
Fechar os olhos e sonhar
Olhar para os sonhos e recordar
Dar corda para a vida andar
Esperar sem tentar é errar e se amedrontar
Caminhar e lutar pois na vida você tem que conquistar
Almejar a paz e tramar o prazer de amar.
Sonhar acordado, Realizar com sorrisos!
Dia-a-dia, ter ou não ter...
Tem dias em que sorrio.
Tem dias que me irrito.
Temdinite, temdirrite.
Tempos que não choro.
Temporal.
As vezes preciso ficar só.
Tem o porão.
Preciso meditar. Templo.
Pasmo fico eu com o mundo.
Paz é o que falta ao ser humano.
Tem pais que são seus.
Tem paz em todo canto.
Pescador de Ser.
Ser é ser
Mas não ser, não é não ser.
Será? Serrar! Sereno!
Ai meu cabelo! Serei pente!
Serpente?! Onde?
Calma! Serei aquela, aquela sereia!
Que canta. Encanta no canto.
Cantaria?! É, cantar e ria! Rio abaixo!
Com fome, cereja. Com batuta, cê reja!
Seja você!
Seja o que você quiser ser.
Seja alguém, mas não seja ninguém!
Na mão com a mente.. a mente no peito. O peito é você sorrindo!
Na mão com a mente.. a mente no peito. O peito é você sorrindo!
03 julho 2012
Amortizando, Amortidando.
Para criar-te tornei-me só.
Para esquecer-te dei-me dó.
Para fugir-me deste nó entranhei-me em teu sorriso.
Não lembrar-te dá a ilusão de que a mente está vazia.
Ter-te em minhas falanges faz-me achar que o tempo não deveria acabar.
Pois sim. Sorrir-me-ei pois não posso chorar para os que alegria querem me dar.
Se impôs perante o coração singelo e frágil. Mas sim, pusera tuas mãos em mim.
Querer o infinito e parar pra admirar-te. Temporizar a saudade.
E a acolher por um infinitesimal minuto limitado pela ofegância. Faltou ar.
Respirar-me-ei para a vida. Ela sim não me deixa só.
Quando o mundo gira, não o acompanhe. Parar-te para pensar. Se vou para frente o perco, se vou para o lado retomo-me ao ponto em que não quisera estar.
Quando o mundo gira, não o acompanhe. Parar-te para pensar. Se vou para frente o perco, se vou para o lado retomo-me ao ponto em que não quisera estar.
Para a arte da vida, não é preciso tomar-te o espaço alheio. Até o tomate sabe vermelhizar sua beleza sem desmoralizar o morango.
Cria-te por si, espelha-se com os bons, mas não imita-te o que não pode ser: o outro.
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